terça-feira, novembro 28, 2006

Grupo de investigação XLDB no jornal

Hoje durante a reunião semanal com o meu professor orientador, Prof. Mário Silva, fomos interrompidos por um telefonema o qual, depois de pousar o auscultador, desabafou que estava farto de falar com jornalistas.
Não liguei muito. Pensei que fossem sequelas do "Internet Challenge" que ocorreu no passado sábado em Oeiras.

Mal sabia eu que, na realidade, ele tinha aparecido, mais os meus colegas de grupo de investigação Daniel Gomes e Sérgio Gomes, na capa do jornal "Público".

O motivo da capa foi o trabalho, para a tese de doutoramento, do Daniel sobre arquivos web, trabalho esse que lhe valeu um prémio internacional. O protótipo deste trabalho está disponível em http://tomba.tumba.pt/, um arquivo web para a web portuguesa.

É motivante sentir-se parte do XLDB, um grupo de investigação que produz inovação útil, com qualidade, e que é reconhecido por tal.

sábado, novembro 25, 2006

Num dia de tempestade

Num dia de tempestade, espalham-se pelas ruas os cadáveres dos que foram, por impiedosas rajadas, fustigados. Jazem pelas ruas, sós, abandonados.
No lixo, nas valetas, nas sarjetas ou num simples recanto.

De corpo partido. De membros retorcidos. Desfilam pela calçada em poses mórbidas, os corpos de quem caiu frente a algo superior. Usa-mo-los para esconder a nossa face do rosto cinzento e sisudo da fúria encarnada.

A eles devemos o nosso conforto, a pele enxuta do nosso rosto.

Fica a homenagem aos guerreiros, da água e do vento reunidos, que hoje pereceram. Jazem pelas ruas partidos e retorcidos, em mais um dia de tempestade...

quinta-feira, novembro 23, 2006

Percorrer directorias em Python

No mundo da programação, é frequente ter-se que percorrer recursivamente directorias, para pesquisar, recuperar determinados tipos de ficheiros, indexar ou qualquer outro tipo de tarefas.
Dependendo da linguagem de programação, esta tarefa pode ser realizada com mais ou menos facilidade.

Em python, existe uma função óptima para essa tarefa: walk( top[, topdown=True [, onerror=None]]).
Quando a função é chamada, esta devolve 3 estruturas: uma string que contem a directoria corrente, uma lista que contém as subdirectorias da directoria corrente e uma lista com os ficheiros da directoria corrente.

Um exemplo de código para fazer uma listagem dos ficheiros presentes numa directoria raiz e em todas as suas subdirectorias poderia ser algo assim:

import os

for root, dirs, files in os.walk('/home/dcruz/teste_dir'):
for file in files:
print os.path.join(root, file)



Dificilmente poderia ser mais fácil!
E mais uma vez, convém não esquecer que python funciona em imensos sistemas operativos(Linux, Mac OS, Windows, ...), só é preciso fornecer o enderço correcto da directoria consoante o sistema operativo que se esteja a usar.

sábado, novembro 18, 2006

Notificação por ondulação em Beryl

Está agora a surgir, com força, nos sistemas operativos os efeitos 3D, todos fofos e catitas, acelerados por hardware (se bem que o Mac OS X já o faz a alguns anitos).

Contudo, na ânsia de se impressionar as pessoas, tem-se verificado um grande esforço na produção de efeitos 3D fantásticos e bonitos, mas que não servem para nada... e este mal é geral. Apple, Microsoft, comunidade open-source, todos acabam por pecar, uns mais do que outros, nesta área.

Julgo que a importância destes efeitos 3D situa-se no enriquecer a experiência do utilizador e não no encher os nossos desktops com 3D só porque o sistema o permite. Mais uma vez, é a recorrente questão da usabilidade.
É o caso do seguinte filme do youtube, onde o efeito do Beryl permite uma notificação agradável de um evento no sistema sem ser excessivamente intrusivo para o utilizador.


quinta-feira, novembro 16, 2006

Monitorizar o desempenho do seu site

Ainda no outro dia falei sobre o Dia Mundial da Usabilidade, é importante notar que uma das formas de usabilidade na internet é garantir que as páginas são carregadas sem grande demora. O tempo de carregamento de uma página pode ser o primeiro passo para um utilizador gostar ou não de uma página. A página pode estar extremamente bem desenhada, mas se demorar 30 segundos a carregar, duvido que muita gente quererá continuar a vê-la com regularidade.

Daí que é importante que quem desenha as páginas tenha noção do tempo que demora a sua página a carregar, quais são os elementos responsáveis pelo seu atraso no carregamento e quais elementos podem ser melhorados.

Recentemente descobri o OctaGate - SiteTimer, uma ferramenta que permite fazer essa monitorização das páginas, analisar o tempo de conexão e de transferência de elementos de páginas, sejam eles ficheiros em HTML, Javascript ou imagens.

Os sons do Windows Vista

O Windows Vista está quase à porta e para esta nova versão do seu sistema operativo, a Microsoft decidiu refazer os conjunto de sons e alertas enviados pelo sistema. Tarefa que demorou cerca de 18 meses a ser realizada para um conjunto de 45 sons de sistema diferentes.

Aqui está uma comparação dos sons do Windows XP e do Windows Vista:


Nota-se um nítido aumento na qualidade do som no Vista, para além de os sons serem mais curto e não tão altos, o que os torna menos irritante.
Contudo acho que alguns sons de avisos importantes não se destacam o suficiente dos restantes para fazer de uma forma nítida a sua função... alertar.
Pelo menos aproveitaram os sucessivos atrasos para melhorar uma parte importante da experiência dos utilizadores.

E o que é que acha? Estarão de facto os sons do Vista melhores ou continua a preferir os do Windows XP? Ou pelo contrário, detasta-os a todos e a primeira coisa que faz é desligá-lo?

quarta-feira, novembro 15, 2006

Zune sem suporte para Windows Vista

Parece que o tão anunciado iPod-killer da Microsoft, o Zune, não é suportado no Windows Vista.
Ao saber-se que o Zune não é suportado na próxima geração do sistema operativo da Microsoft, fica-se com a ideia que este leitor de .mp3 com WiFi foi um produto feito à pressa na tentativa de competir com os iPod por época de Natal.

Mas se está por ai a pensar, "fantástico! o Zune tem suporte para WiFi e vou poder fazer X, Y e Z com ele", então fique sabendo que o WiFi só funciona entre Zunes. Não é possível fazer a sincronização de músicas por WiFi nem trocar músicas entre dispositivos que não sejam Zunes. Basicamente, tem WiFi e não tem...

A experiência Zune tem todo o aspecto de ser como a imagem do instalador: dolorosa!



Update 16/11/2006: Para os que pensam que a minha opinião se resume a um ódio infundado aos produtos da Microsoft, aconselho-lhes a ler a análise da Ars Technica sobre o Zune.