terça-feira, outubro 17, 2006

Ubuntu: free as in beer

Já que hoje estou numa de falar de Ubuntu, tenho que aproveitar para falar de um dos motivos mais originais que vi até hoje para mudar para Ubuntu.
Uns mudam por motivos de segurança, outros por ser grátis, outros por ser software livre, agora nunca tinha ouvido que alguém tivesse mudado por causa do álcool.

Um certo dia, uma pessoa, com o nome online de Hemmer, chegou a casa num estado embriagado. E como aos bêbados dá-lhes para fazer até as coisas mais inimagináveis, inseriu no computador o cd de instalação do Ubuntu e instalou-o, formatando no processo todo o disco rígido.
O interessante, é que ele não se arrependeu da "decisão", até a considera como a melhor decisão no estado embriagado que teve até hoje.

Tal como a avozinha costuma dizer, podia-lhe ter dado para pior.

Dicas de Ubuntu em filmes

Hoje foi lançado um serviço destinados aos utilizadores mais inexperientes de Linux, em particular, aos utilizadores de Ubuntu.

O Ubuntuclips é um serviço que permite ver e submeter pequenos filmes que explicam como é que são desempenhadas tarefas, consieradas como simples para utilizadores experientes, mas que são úteis e cruciais para quem tiver começado a usar Linux.
Serviços como este mostram uma crescente preocupação pelo utilizador comum e incide sobre uma área problemática que é a transição dos utilizadores de Windows para Linux.

A interface é que poderia estar melhor trabalhada visto que, à medida que o número de filmes for crescendo, apresentar 3 entradas de filmes por página não será o mais cómodo. Interessante é o facto dos filmes presentes estarem presentes em .ogg, .avi, .mov, para agradar aos utilizadores de Linux, Windows e Mac OS, respectivamente.

sábado, outubro 14, 2006

O belo país burocrático

Esta semana lá consegui ultrapassar o inferno que é a inscrição no Mestrado em Engenharia Informática na FCUL.
Precisei de dois dias, não a tempo inteiro, para efectuar de facto a inscrição devido a um conjunto de factores que irei enumerar.

Quantos mais serviços melhor:
Para efectuar a inscrição tive que passar por 5 serviços. Tive que ir à secretaria do meu departamento, à secretaria central, à tesouraria, ao serviço de pós-graduações e mestrados, e ao local da inscrição propriamente dito.

Burocracia sem papel não é burocracia:
A quantidade de papel é simplesmente absurda.
Para começar, tive que ir buscar a folha de pré-inscrição nas cadeiras que tinha ficado no meu departamento científico.
Recebi, na pasta de inscrição, três blocos de folhas a preencher, uma para a inscrição, outra para a faculdade e outra para a direcção de ensino superior (ou algo do género). Três folhas que perguntam detalhes como rendimentos da família, empregos anteriores, tempo de deslocamento, e que por pouco não perguntam pelo tamanho, peso, cor preferida, com qual pé acordamos...
Mas o pior é que mais de 80% dessas folhas perguntam pelas mesmas informações. Não seria possível as instituições partilharem entre si as informações? Ou são um bando de crianças mimadas que não confiam umas nas outras?
Para estas folhas, ainda temos a folha de comprovativo de conclusão da licenciatura, folha do seguro escolar, comprovativo do pagamento da propina, comprovativo do pagamento da inscrição, e talvez mais algumas de que me esteja a esquecer.

Tesouraria sem multibanco:
Parece um contra-senso, mas é verdade, uma das formas de pagamento mais usada hoje em dia, o dinheiro plástico, não pode ser usado na tesouraria, sítio onde se movimentam grandes quantidades de dinheiro para inscrições e propinas.
A solução? Levar cheques ou andar por Lisboa com uma placa colada na testa a dizer "Assaltem-me!!!".

Faltam X senhas para ser atendido:
O normal nesta coisa dos serviços são as bichas intermináveis. Depois de se tirar o pedaço de papel obrigatório, quase que temos uma paragem de coração só de pensar no tempo que vamos estar à espera.
Resumindo, para pagar a inscrição estive não menos do que 1h à espera. Pouca coisa.

Serviços com horários incompatíveis:
Quando serviços são interdependentes, seria de pensar que fizessem, pelo menos, um esforço para compatibilizar os seus horários.
Mas não! A secretaria central fecha às 15h, mas funciona ininterrupto, enquanto que a tesouraria fecha das 12h às 14h e depois só volta a encerrar lá para as 16h30.
Como decidi ir à tesouraria, depois de almoço, para pagar a inscrição, esta só abria às 14h, demorei mais de uma hora lá, e já estão a ver o resultado. Secretaria central? Só no dia seguinte...

Desconfiança entre serviços:
Já no momento da inscrição, foi-me pedida o comprovativo da conclusão da licenciatura, que é uma folha toda "catita", com um papel especial e com daqueles brilhantes tipo as notas de euros. Até aqui tudo normal.
O que achei surpreendente, foi o facto de eles telefonarem para a secretaria central, acho eu, a verificar a sua autenticidade.
Se é para estar em eterna desconfiança, não percebo o motivo de se esforçarem a fazer uma folha tão trabalhada.

Labirinto burocrático:
Qualquer assunto que se tenha que resolver só tem piada se nos obrigar a passear bastante e a falar com dezenas de pessoas.
O início da minha viagem burocrática iniciou-se com a busca da listagem das cadeiras para o mestrado, no meu departamento. Segui-se o pagamento da inscrição e levantamento da pasta de inscrições com aquele molho de papéis em quadruplicado, ou algo do género, e preencher três vezes a mesma informação.
E visto que a tesouraria não tem multibanco, tive que ir à secretaria central para pagar a primeira mensalidade da propina, mas como isso seria fácil de mais, tive que ir à secção de pós-graduações e mestrados para perguntar qual era o valor de primeira prestação da propina visto que na secretaria não sabiam.
Para concluir, lá me dirigi ao sítio das inscrições onde programas com interfaces crípticas davam-me a sensação que deveria tirar um curso só para as entender.
E com isso a minha saga chega ao fim.
Quase...

Como tinha a carta do abono de família comigo, aproveitei para passar pela secção de pós-graduações e mestrados para que esta fosse carimbada.
Aí, uma das senhoras dessa secção alertou-me para o facto de que não me tinha inscrito na dissertação do mestrado. De seguida seguiu-se um momento à Gato Fedorento, "A dissertação?", "Qual dissertação?", "A dissertação?"...
Mesmo depois de lhe ter explicado que, no caso do meu curso, o mestrado funcionava de forma diferente, a dissertação é substituída pelo projecto. Ela lá me deixou plantado por uns momentos enquanto foi conferenciar com alguma superior.
No final de contas, quem tinhas razão? Julgo que a resposta é evidente.

Será só impressão minha ou essa necessidade que controlar tanto os procedimentos através da burocracia não será uma das grandes culpadas pela perda de eficiência do nosso país?
No final de contas, perdi dois dias...

quarta-feira, outubro 11, 2006

Google Office uma realidade

Sabia que era uma questão de tempo até que a Google integrasse o Writely, o processador de texto online que comprou no princípio do ano, com o Google Spreadsheet, um programa online para folhas de cálculo, essencialmente são rivais online do MS Word e MS Excel.

A Google integrou essas duas ferramentas no que chamou de Google Docs & Spreadsheets e aproveitou, no processo, para melhorar ambas as ferramentas. O ex-Writely passou a ficar com uma interface mais unificada com os produtos da Google, o ex-Google Spreadsheets passou a ter um melhor mecanismo para a gestão dos ficheiros produzidos nessa ferramenta.

Para além de esta integração ter trazido mais notoriedade a estes dois produtos da Google, esta manobra parece expressar um desejo de atacar a Microsoft na sua maior fonte de rendimento. Não, não estou a falar do Microsoft Windows, mas sim do Microsoft Office.
O suporte por parte da Google dos Open Documents, um formato de documento standard usado, entre outros, pelo Open Office, e que não sofre dos problemas de controlo proprietário e monopolista dos formatos usado no MS Office (.doc, .xls, .ppt, ...).

Agora só falta à Google adicionar uma ferramenta, online, semelhante ao MS PowerPoint. Visto que a Google está numa fase de compra de empresas, depois de ter comprada o YouTube por 1.65 bilhões de Dollars, quem sabe se eles não comprarão a Thumbstacks, Empressr ou TeamSlide.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Chuva de novidades da Google

Nas ultimas duas semanas, a Google parece concentrada em mostrar trabalhar, oferecer coisas novas, um pouco como os políticos uns meses antes das eleições. Ao longo de estes dias, foram revelados novos serviços, face-liftings, acrescentos de funcionalidades, etc, com impacto para interessar um vasto leque de pessoas, e desta vez também para os programadores.

  • Google Reader: Muito redesenhado, o que permite ter um aspecto muito mais atractivo. Novas funcionalidades que facilitam a inclusão de novas subscrições, mais fácil partilha de notícias, e 2 opções de leitura de notícias (expandidas ou lista), entre outras. Por outro lado, tenho constatado que o sistema de etiquetagem das notícias (tagging) em muitos caso já não vai mostrando a lista de opções disponíveis à medida que se vai teclando, e quando ocasionalmente mostram, esta aparece no fundo da página desconexa da área da notícia.
    Uma ligeira regressão, que contudo não mancha a qualidade da actualização.Se for dos que preferia o aspecto anterior, a Google foi simpática ao ponto de permitir ao seus utilizadores reverterem para o aspecto anterior.

  • Google Groups:Esta quarta-feira, a Google lançou uma versão beta do seu novo sistema para grupos de Usenet, o Google Groups beta. O Google Groups era um dos serviços que mais precisava de um redesenho, muita informação condensada, a listagem das notícias eram irregulares, etc. Com esta nova versão, é possível alterar o aspecto do Google Groups com esquemas de cores diferentes, a gestão dos elementos do grupo é mais fácil e não requer tantos passos.
    Fora estas alterações de aspecto e de reorganização de interface, esta nova versão orienta o serviço mais numa direcção de um portal colaborativo para grupos. É possível criar páginas vinculadas ao grupo, uma espécie de Wiki, e agora já é disponível uma quota para a partilha de ficheiros dentro do grupo.
    Se o redesenho não bastasse, a inclusão de funcionalidades colaborativas extras transformam uma solução convincente para grupos.

  • Google Calendar: Agora é possível incluir informações como condições atmosféricas e fases lunares no calendário.

  • Google Talk: Aqui pouco a dizer, a não ser uma pequena alteração na política da Google mas que tem um impacto significativo. Agora o Google Talk já pode ser usado por quem possua mails que não sejam da GMail. Uma abertura do serviço.

  • SearchMash: Apesar de este site não ter nada no nome que indique alguma relação com a Google, ele pertence, de facto, à empresa dos 2 'o's.Este site parece ser a "caixinha de areia" da Google, o sítio onde fazem experiências no que diz respeito ao seu motor de busca, se bem que, aparentemente, estas se limitem à interface.
    Uma visita interessante, se considerarmos alguns dos pormenores presentes, tais como a reordenação dos resultados por parte do utilizador.

  • Google Accessible Search: A esta variação do motor de busca, dedicado a oferecer a maior acessibilidade possível a todos os utilizadores, sejam eles invisuais ou não, foi acrescentada a opção de pesquisa avançada para se aceder a opções de pesquisa mais minuciosas.

  • Google Gadgets:Os gadgets são pequenos componentes de javascript, e afins, que fornecem funcionalidades de relógios, calendários, jogos, notícias de diversos sites, uma listagem de mails, e mil e uma coisa. Estes gadgets são usados pelas pessoas que possuam a Homepage personalizada do Google onde podiam embutir estes gadgets na sua página.
    Agora, a Google disponibiliza esses gadgets para serem incluidos em qualquer página web.

  • Google Notebook: Adicionados um conjunto de funcionalidades a este serviço de anotações, tais como possibilidade de compartilhar "livros" de anotações.

Contudo, tal como já tinha dito, também existiram novidades interessantes para os programadores.

  • Google Code Search: Com esta ferramenta, a Google entra numa área onde estranhamente ainda não tinha entrado. A de um motor de pesquisa para código.
    Apesar de já existirem ferramentas especializadas para a procura de código, como o Krugle, até há pouco tempo era comum para um programador considerar o google a sua ferramenta mais valiosa para desempenhar o seu trabalho e isto, apesar do Google não ter nenhuma especialização na pesquisa de código.
    Uma particularidade interessante, é o facto de se poder pesquisar restringindo à linguagem de programação, licença, e de se poder usar expressões regulares, tudo para que sejamos mais produtivos.

  • Google AJAX Search API:Uma versão nova da API para criar aplicações web por cima dos serviços de pesquisa disponibilizados pela Google, e com eles, um conjunto de exemplos muito interessantes.

Talvez devido a um fluxo de energia originada pela celebração dos 8 ano da empresa, a Google continua a surpreender e a fornecer serviços que ajudam a que a navegação na internet seja uma experiência mais rica e cómoda.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Telemóvel novo

Decidi aproveitar o dia de "folga" de hoje para comprar o legítimo sucessor ao meu já defunto telemóvel.
Queria, já agora, aproveitar para referir que não sou um compulsivo utilizador de telemóvel e que, contrariamente a 99% das novas gerações, só tive o meu primeiro telemóvel quando entrei na universidade. Típica preocupação de mãe, em ter o filhinho sempre contactável.

Agora, acabado o curso, e devido a uma avaria que impede o telemóvel antigo de recarregar, é que chegou a altura de substituir o meu velhinho Sony Ericsson (T300), por um... xaram... novo Sony Ericsson, o M600i, que consiste numa prenda excêntrica (monetáriamente) de mim, para mim, numa tentativa de no processo me tornar uma pessoa mais organizada.

Ele é preto, ele é lindo, e o seu ecrã táctil um autentico divertimento. Ainda falta ver muita coisa, porque uma análise rigorosa não pode ser feita ainda sobre o efeito da euforia de uma compra.
Amanhã já mostrarei umas fotos do novo brinquedo.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Recomeçar a pratica de Karate-Do

Após longos meses de ausência do Dojo, decidi, nos últimos dias recomeçar efectivamente a recomeçar os treinos da arte marcial que pratico: Karate-Do Shito-Ryu.

Passados meses, senti que estava mais do que na hora de recomeçar. Sentia-me a "ressacar" por aí, com vontade de bater em algo, de andar aos pontapés, e a assustar as pessoas que me eram mais próximas com golpes à queima-roupa e com atemis suaves para ver as pessoas a contorcer-se.
Estes comportamentos socialmente mal interpretados e profundamente recriminados eram uma prova da necessidade que tinha de por o meu corpo a mexer, de sentir o cansaço do esforço físico, de sentir os músculos doridos, e de entrar naquele mundo diferente onde outro grau de concentração é exigido.

Para um (suposto) informático como eu, que acaba por passar horas a fio sentado, até ficar com o traseiro quadrado, e passar a ver somente em 2 dimensões, esta arte é uma forma de estravazar energias e de manter o corpo em forma para seguir a máxima: Mente sã em corpo são.

Se é muito bom sentir agora o peso do estatuto de licenciado, em grande parte pelo sentimento de recompensa por muito esforço e sacrifícios feitos em prol do curso, uma verdade é que no ano que passou, o Karaté acabou por ser, para mim, o grande sacrifício em nome do curso.
Agora é recuperar o tempo perdido. E pelo que já constatei, fora os pormenores, ainda me lembro dos katas (espécies de coreografias de combates), só me está a custar relembrar de alguns dos nomes das técnicas, no fundo, é tudo um problema de nomes...