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quinta-feira, dezembro 14, 2006

Eragon & Eldest

Estreia hoje nos cinemas a adaptação do livro best-seller de Christopher Paulini, Eragon.
Como praticamente todos os filmes provenientes das suaves folhas de um livro, acho que é d esperar um filme medíocre. Principalmente para quem leu os livros.

Este livro, o primeiro da Trilogia da Herança, relata a história de um cavaleiro, Eragon, e do seu dragão, Saphira, mais precisamente a consciencialização e crescimento desses.
Mas como em todos os livros no qual grande parte da história consiste numa enorme caminhada num continente longinquo e desconhecido, todo o poder descritivo da narração da caminhada é trocado, no grande ecrã, por um turbilhão de acção, lutas, magias e efeitos especiais. Foi o que aconteceu com o primeiro filme do Senhor dos Anéis.


Já que falo no Eragon, não poderia deixar de falar igualmente no segundo livro da trilogia, Eldest, que li no princípio deste mês. Só foram necessários 6 dias para ler as mais de 750 páginas do livro. Movidas por vontade própria ou afectadas por alguma influência mágica, as páginas foram-se virando velozmente.

Neste livro, apesar da influência suavemente evidente do "Senhor dos Anéis", não pude deixar de constatar uma semelhança com o Star Wars: O Império Contra-Ataca. A narração centra-se no treino de Eragon e de Saphira, culmina numa batalha épica e numa revelação (quase) surpreendente.
Este livro é notoriamente mais rico, para além de existirem vários fios narrativos, em torno dos diversos intervenientes principais, nota-se um crescimento do autor comparativamente à escrita do primeiro livro.

Lidos os 2 primeiros livros da trilogia, existe agora uma certa ânsia em ler o terceiro e último livro. Ora ai está o problema. O terceiro livro ainda está a ser escrito e, se considerarmos as fases de revisão, pós-produção, bla bla bla, com alguma sorte, a última parte da trilogia sai ainda antes do final de 2007. Com sorte...
Contudo já sei que a capa será verde =)

segunda-feira, outubro 30, 2006

Eragon


Farto de livros de índole informático, hoje convenci-me que precisava de voltar a ler um livro dito "normal".


Visto que um amigo meu não se tem poupado a esforços quando se trata de elogiar o livro Eragon, decidi que seria esse mesmo livro que seria o escolhido. Veremos se vive à altura de tais elogios.
Também me apercebi que esta seria a altura ideal para ler este livro visto que estreia, no mês dezembro, um filme baseado na sua história. Antes que se erga toda uma histeria à volta do livro, e que corrompa a minha visão do livro, terei que o devorar velozmente, página a página.

Apesar de não ter ainda lido o livro, e de este ser um estilo de escrita já bastante explorado, não deixa de ser surpreendente que este livro, escrito por Christopher Paolini quando tinha uns meros 20 anos, tenha sido um fenómeno de sucesso mundial, e esteja prestes a atingir o mainstream mediático.

sexta-feira, outubro 27, 2006

"Cuidado com a língua"

Acabei de ver, mesmo agora, um sublime programa na RTP1. O Cuidado com a língua é um programa dedicado ao "...nosso património linguístico, regras, curiosidades e disparates".

Este programa, apresentado pelo Diogo Infante, é uma verdadeira joia da televisão portuguesa, um dos poucos programas televisivos que podem motivar alguém a ligar a televisão (não! Floribela e Morangos com Açúcar não merecem o estatuto de programa televisivo!).

Em cada programa, a origem de algumas palavra é explicada, são apresentados e corrigidos alguns erros atrozes cometidos à língua portuguesa, entre outras coisas.

Hoje, por exemplo, foi abordada a diferença entre o português de Portugal e o português do Brasil.
Sabia que no Brasil, casa de banho se diz: privado? E que canalisador se diz bombeiro? É no mínimo divertido.

Depois, seguiu-se uma secção dedicada às expressões do "futebolês", às coisas absurdas ditas em nome do desporto "rei".
"Fazer um canto de mangas arregaçadas". Esta expressão é simplesmente cómica.
"Correr atrás do prejuízo". Mas alguém no seu perfeito juízo corre atrás do prejuízo? Do lucro, ok, entende-se. Agora do prejuízo...

Esta é sem dúvida uma forma refrescante e divertida de aprender português. Se ao menos todas as aulas tivesses sido assim...

quarta-feira, outubro 18, 2006

Frase do dia

"I'll be more enthusiastic about encouraging thinking outside the box when there's evidence of any thinking going on inside it."
- Terry Pratchett

Numa altura em que as greves de professores estão na moda, esta frase é capaz de transcrever a tortura psicológica que estes sofrem ao tentar ensinar algo à geração "Morangos com Açúcar".

sábado, setembro 09, 2006

As intermitências da morte

Acabei hoje de ler o meu primeiro livro de Nobel, José Saramago, "as intermitências da morte".
Após vários alertas sobre o facto da escrita de Saramago ser confusa, sobre a anarquia na pontuação, o meu veredicto é, esses factores não são grandes entraves à leitura, direi mesmo, que não me perturbaram, para além do choque inicial. Considero mesmo a sua escrita deveras interessante, a sua associação de palavras, significados, termos, expressões.
Talvez tenha lido um livro mais fácil de ler, e de entender, do que é normal nele, ou simplesmente possuo uma mente tão confusa que é propensa à leitura de coisas confusas. Não o sei bem, terei que averiguar isso lendo outro livro do mesmo autor...

Quanto ao livro em si, tal como o título dá a entender, este baseia-se na morte, e na ausência desta. Numa primeira fase, o livro conta a história de um país longínquo, onde, a partir do primeiro dia e primeiro segundo do ano, se deixa de morrer. O autor lança-se então numa narrativa da reacção das pessoas a esse fenómeno e explora, à exaustão, as consequências sociais, económicas, religiosas, entre demais, de já não se morrer.
Numa segunda fase, e passados meses, nesse país longínquo, as pessoas voltam a morrer como sempre o fizeram desde o princípio dos tempos com a diferença de que as pessoas passam a receber um pré-aviso de falecimento para resolver assuntos pendentes, avisos esses escritos e assinados pela morte em si, a que está envolta em trapos e de gadanha na mão.
A ultima fase da narrativa centra-se sobre a morte, entidade, descrevendo a sua tarefa enfadonha e rotineira de matar, apresentando-a com um olhar mais humano do que costumamos associar à morte quando pensamos nela.

Claro que o livro contem muito mais detalhes, mais histórias, do que está aqui reduzidamente descrito, mas julgo que isto possa ser suficiente para aguçar o apetite.
Como tal, recomendo este livro a quem esteja na disposição de reflectir um pouco sobre a consequência da vida e, consequentemente, da morte, e de reflectir sobre a forma como a sociedade reage às mudanças, às adversidades. Ou simplesmente, recomando-o a todos os que gostam de ler, visto que não se pode propriamente dizer que ler não seja saudável.

Agora a única dúvida que persiste é, o que irei eu ler a seguir...