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sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Esquema relacional dos "tags"

Hoje as "tags" ou etiquetas são um ingrediente essencial dos intitulados sites da web 2.0. Sendo formado na área dos Sistemas de Informação, sempre me questionei sobre quais seriam as várias hipóteses disponíveis para a sua implementação no esquema relacional de uma base de dados e quais os prós e contras de cada implementação, em particular ao nível da performance.

Para saciar a minha curiosidade, encontrei uma página que fala precisamente dos vários esquemas relacionais de tags possíveis e do desempenho de cada implementação.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

O desperdício energético das páginas web

O desperdício dos recursos do planeta é algo que preocupa muitos de nós e, nesta área, a internet terá ajudado a poupar a vida a muitas árvores. Contudo manter a internet coesa, e toda a comodidade que temos na troca no acesso e partilha de informação não é feito sem um desperdício enorme de energia.

Relativamente a este tema, no outro dia cruzei-me com uma notícia na página EcoIron que afirmava que, se a Google trocasse o fundo da sua página principal de branco para preto, seria possível poupar algo como 3000 KW/h por ano. Este fenómeno deve-se ao facto dos monitores CRT usarem, em média 74W para apresentar o fundo branco enquanto que só usam 59W para páginas com o fundo preto (tabela de consumo energético). Contudo esta diferença energética não se aplicam nos monitores TFT, onde as cores são geradas pela polarização da luz.

Pode ser verdade que 3000 KW/h de energia poupada num ano pode ser só um grão de areia na quantidade total de energia consumida à escala planetária, mas permite mostrar que pequenos pormenores no mundo da informática podem ter consequências significativas para o nosso planeta.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Petição pela Acessibilidade Electrónica

O governo português tem vindo a fazer um esforço para a modernização e informatização de diversos serviços. Mas como é frequente, estes serviços só são pensados para o grosso da população, as pessoas com necessidades especiais são tipicamente esquecidas apesar de existirem normas e regras que permitem dar uma maior acessibilidade a essas pessoas com necessidades especais, do momento que estes serviços tenham sido pensado e desenhado com estes em mente.

Para este efeito, existe online uma petição pela acessibilidade electrónica que pretende que os serviços electrónicos sejam planeados de forma a permitir a sua utilização até por minorias com certas limitações físicas e/ou cognitivas. Actualmente a petição já conta com mais de 5000 assinaturas.
A página da petição também apresenta com maior profundidade o contexto da petição e apresenta/explica algumas medidas que visam a maximizar a usabilidade dos serviços.

É da obrigação do governo zelar a que todas as pessoas tenham o mesmo direito às oportunidades, mesmo se possuidoras de alguma limitação física ou cognitiva. Acima de tudo os governos têm que dar um exemplo na inclusão das minorias e não implementar algo que funcione só para Internet Explorer e sentir que o trabalho está feito.

Não se pode permitir que um dos maiores objectivos da internet, o acesso à informação, seja impossibilitada por uma implementação técnica deficiente ou descuidada.

sábado, dezembro 23, 2006

Pense alto na net... com Twitter

A web 2.0 é acima de tudo as pessoas. As suas vidas, as suas preferências, as suas amizades, os seus critérios. Esta nova geração da web tem aproveitado a crescente ubiquidade da internet na vida das pessoas, do surgir do verdadeiro modo de vida digital.

Serviços como o del.icio.us, digg, flickr, MySpace, Youtube são todos resultados de fornadas da web 2.0, cada um destancando-se na sua área e todos têm em comum uma enorme dependência nos utilizadores e em toda a informação que estes fornecem, com maiores ou menhores perigoso para a sua privacidade.


Para responder ao nosso crescente impulso de partilhar com o mundo (online) as nossas vidas, foi criado o Twitter. Weblogs são bons para capturar pensamentos, eventos que se destaquem, para informar, mas o que o Twitter pretende é que, se comente sobre o que se está a fazer naquele preciso momento, não importa o que, não importa como. Basicamente, uma forma de relatar pensamentos soltos, actividades mundanas e triviais, de relatar o que nos apetecer.

De facto, à primeira vista, parece ser algo muito interessante para as pessoas que gostam de, digamos, observar a vida das outras.
Mas antes de acharem um completo disparate, sugiro que leiam uma descrição do Twitter de um amigo, que tem usado o serviço. Poderá eventualmente revelar-se menos oco e fútil do que parece à primeira vista.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Aprender novas línguas com podcasts

A internet é, hoje em dia, um método ubíquo de aprendizagem. Contudo nem todo o tipo de conhecimento pode ser adquirido de uma forma puramente textual e, aprender uma nova língua, é um desses casos.

Cada vez mais, a internet evolui no sentido de um enriquecimento com conteúdos multimédia e com isso é possível métodos mais completos de aprendizagem.
Julgo que ninguém acha possível aprender uma nova língua lendo simplesmente. Aprender uma língua é também ser capaz de a falar. Como tal, conteúdos online como os podcast permitem reforçar a aprendizagem com conteúdo em audio ou em vídeo.

Se estiver interessado em aprender alemão, grego, japonês, ... dê uma oportunidade ao iTunes, ou qualquer outro programa de podcast, para aprender uma das muitas línguas presentes neste directório de podcasts de línguas.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Monitorizar o desempenho do seu site

Ainda no outro dia falei sobre o Dia Mundial da Usabilidade, é importante notar que uma das formas de usabilidade na internet é garantir que as páginas são carregadas sem grande demora. O tempo de carregamento de uma página pode ser o primeiro passo para um utilizador gostar ou não de uma página. A página pode estar extremamente bem desenhada, mas se demorar 30 segundos a carregar, duvido que muita gente quererá continuar a vê-la com regularidade.

Daí que é importante que quem desenha as páginas tenha noção do tempo que demora a sua página a carregar, quais são os elementos responsáveis pelo seu atraso no carregamento e quais elementos podem ser melhorados.

Recentemente descobri o OctaGate - SiteTimer, uma ferramenta que permite fazer essa monitorização das páginas, analisar o tempo de conexão e de transferência de elementos de páginas, sejam eles ficheiros em HTML, Javascript ou imagens.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Flick slideshows no seu site/blog

A alguns dias atrás encontrei uma página que explica como embeber um slideshow de fotos do Flickr em sites e blogs.

Visto que o Flickr é um dos serviços de alojamento de fotos com mais sucesso que por ai anda, e um dos grandes representantes do chamado web 2.0, julgo que esta página poderá interessar a muita boa gente.

terça-feira, outubro 31, 2006

Google devora +1: JotSpot

A saga de aquisições da Google parece não querer parar. Depois da aquisição faraônica do YouTube pela Google por uns "míseros" 1,65 mil milhões de dollars (mais milhão, menos milhão), ontem foi divulgada a compra da JotSpot pela Google.

A JotSpot é uma empresa, do chamado web 2.0, com bastante sucesso e que se dedica à criação de Wikis, tanto para empresas como para pequenos grupos, com elevada vertente colaborativa.

O objectivo desta aquisição por parte da Google só pode ser o de reforçar o, informalmente chamado, "Google Office" com soluções que o tornem cada vez mais interessante para empresas. Mais, parece-me que o JotSpot poderá vir a interligar-se com facilidade nos actuais produtos da Google.
Como curiosidade, fiquem a saber que JotSpot usa o Yahoo Maps para apresentar locais. É de esperar que esse "defeito" seja corrigido rapidamente pela Google.

Esta notícia poderia ser interpretada como mais uma das muitas aquisições da Google, fim. Mas para mim teve particular interesse devido ao facto de, ainda 2ª feira, ter-me registado no JotSpot porque andava a investigar várias soluções de wikis grátis para pequenos grupos.
Inconscientemente, devo ter sido das últimas subscrições a serem feitas na era pré-Google. Ainda dizem que coincidências não existem...

terça-feira, outubro 17, 2006

Dicas de Ubuntu em filmes

Hoje foi lançado um serviço destinados aos utilizadores mais inexperientes de Linux, em particular, aos utilizadores de Ubuntu.

O Ubuntuclips é um serviço que permite ver e submeter pequenos filmes que explicam como é que são desempenhadas tarefas, consieradas como simples para utilizadores experientes, mas que são úteis e cruciais para quem tiver começado a usar Linux.
Serviços como este mostram uma crescente preocupação pelo utilizador comum e incide sobre uma área problemática que é a transição dos utilizadores de Windows para Linux.

A interface é que poderia estar melhor trabalhada visto que, à medida que o número de filmes for crescendo, apresentar 3 entradas de filmes por página não será o mais cómodo. Interessante é o facto dos filmes presentes estarem presentes em .ogg, .avi, .mov, para agradar aos utilizadores de Linux, Windows e Mac OS, respectivamente.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Google Office uma realidade

Sabia que era uma questão de tempo até que a Google integrasse o Writely, o processador de texto online que comprou no princípio do ano, com o Google Spreadsheet, um programa online para folhas de cálculo, essencialmente são rivais online do MS Word e MS Excel.

A Google integrou essas duas ferramentas no que chamou de Google Docs & Spreadsheets e aproveitou, no processo, para melhorar ambas as ferramentas. O ex-Writely passou a ficar com uma interface mais unificada com os produtos da Google, o ex-Google Spreadsheets passou a ter um melhor mecanismo para a gestão dos ficheiros produzidos nessa ferramenta.

Para além de esta integração ter trazido mais notoriedade a estes dois produtos da Google, esta manobra parece expressar um desejo de atacar a Microsoft na sua maior fonte de rendimento. Não, não estou a falar do Microsoft Windows, mas sim do Microsoft Office.
O suporte por parte da Google dos Open Documents, um formato de documento standard usado, entre outros, pelo Open Office, e que não sofre dos problemas de controlo proprietário e monopolista dos formatos usado no MS Office (.doc, .xls, .ppt, ...).

Agora só falta à Google adicionar uma ferramenta, online, semelhante ao MS PowerPoint. Visto que a Google está numa fase de compra de empresas, depois de ter comprada o YouTube por 1.65 bilhões de Dollars, quem sabe se eles não comprarão a Thumbstacks, Empressr ou TeamSlide.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Chuva de novidades da Google

Nas ultimas duas semanas, a Google parece concentrada em mostrar trabalhar, oferecer coisas novas, um pouco como os políticos uns meses antes das eleições. Ao longo de estes dias, foram revelados novos serviços, face-liftings, acrescentos de funcionalidades, etc, com impacto para interessar um vasto leque de pessoas, e desta vez também para os programadores.

  • Google Reader: Muito redesenhado, o que permite ter um aspecto muito mais atractivo. Novas funcionalidades que facilitam a inclusão de novas subscrições, mais fácil partilha de notícias, e 2 opções de leitura de notícias (expandidas ou lista), entre outras. Por outro lado, tenho constatado que o sistema de etiquetagem das notícias (tagging) em muitos caso já não vai mostrando a lista de opções disponíveis à medida que se vai teclando, e quando ocasionalmente mostram, esta aparece no fundo da página desconexa da área da notícia.
    Uma ligeira regressão, que contudo não mancha a qualidade da actualização.Se for dos que preferia o aspecto anterior, a Google foi simpática ao ponto de permitir ao seus utilizadores reverterem para o aspecto anterior.

  • Google Groups:Esta quarta-feira, a Google lançou uma versão beta do seu novo sistema para grupos de Usenet, o Google Groups beta. O Google Groups era um dos serviços que mais precisava de um redesenho, muita informação condensada, a listagem das notícias eram irregulares, etc. Com esta nova versão, é possível alterar o aspecto do Google Groups com esquemas de cores diferentes, a gestão dos elementos do grupo é mais fácil e não requer tantos passos.
    Fora estas alterações de aspecto e de reorganização de interface, esta nova versão orienta o serviço mais numa direcção de um portal colaborativo para grupos. É possível criar páginas vinculadas ao grupo, uma espécie de Wiki, e agora já é disponível uma quota para a partilha de ficheiros dentro do grupo.
    Se o redesenho não bastasse, a inclusão de funcionalidades colaborativas extras transformam uma solução convincente para grupos.

  • Google Calendar: Agora é possível incluir informações como condições atmosféricas e fases lunares no calendário.

  • Google Talk: Aqui pouco a dizer, a não ser uma pequena alteração na política da Google mas que tem um impacto significativo. Agora o Google Talk já pode ser usado por quem possua mails que não sejam da GMail. Uma abertura do serviço.

  • SearchMash: Apesar de este site não ter nada no nome que indique alguma relação com a Google, ele pertence, de facto, à empresa dos 2 'o's.Este site parece ser a "caixinha de areia" da Google, o sítio onde fazem experiências no que diz respeito ao seu motor de busca, se bem que, aparentemente, estas se limitem à interface.
    Uma visita interessante, se considerarmos alguns dos pormenores presentes, tais como a reordenação dos resultados por parte do utilizador.

  • Google Accessible Search: A esta variação do motor de busca, dedicado a oferecer a maior acessibilidade possível a todos os utilizadores, sejam eles invisuais ou não, foi acrescentada a opção de pesquisa avançada para se aceder a opções de pesquisa mais minuciosas.

  • Google Gadgets:Os gadgets são pequenos componentes de javascript, e afins, que fornecem funcionalidades de relógios, calendários, jogos, notícias de diversos sites, uma listagem de mails, e mil e uma coisa. Estes gadgets são usados pelas pessoas que possuam a Homepage personalizada do Google onde podiam embutir estes gadgets na sua página.
    Agora, a Google disponibiliza esses gadgets para serem incluidos em qualquer página web.

  • Google Notebook: Adicionados um conjunto de funcionalidades a este serviço de anotações, tais como possibilidade de compartilhar "livros" de anotações.

Contudo, tal como já tinha dito, também existiram novidades interessantes para os programadores.

  • Google Code Search: Com esta ferramenta, a Google entra numa área onde estranhamente ainda não tinha entrado. A de um motor de pesquisa para código.
    Apesar de já existirem ferramentas especializadas para a procura de código, como o Krugle, até há pouco tempo era comum para um programador considerar o google a sua ferramenta mais valiosa para desempenhar o seu trabalho e isto, apesar do Google não ter nenhuma especialização na pesquisa de código.
    Uma particularidade interessante, é o facto de se poder pesquisar restringindo à linguagem de programação, licença, e de se poder usar expressões regulares, tudo para que sejamos mais produtivos.

  • Google AJAX Search API:Uma versão nova da API para criar aplicações web por cima dos serviços de pesquisa disponibilizados pela Google, e com eles, um conjunto de exemplos muito interessantes.

Talvez devido a um fluxo de energia originada pela celebração dos 8 ano da empresa, a Google continua a surpreender e a fornecer serviços que ajudam a que a navegação na internet seja uma experiência mais rica e cómoda.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Notificações por SMS no Google Calendar

Depois de ter ficado curioso com a hipótese de ser notificado por SMS dos eventos presentes no meu Google Calendar, decidi investigar mais a fundo o assunto. Depois de mergulhar nos documentos de ajuda da Google, fiquei a saber que da parte da Google, o envio de SMS é grátis, contudo a cobrança das SMSs estás dependente da "boa vontade" dos operadores.
Melhor dizendo, sem experimentar, não seria capaz de saber ao certo, as notificações são pagas ou grátis?

Depois de conferenciar com o meu colega Ângelo Costa, o autor do blog Infor Blog, decidimos experimentar com a Vodafone a ver se essa gigante multi-nacional iria cobrar pela mensagem vinda da Google.

Depois de algumas horas de espera, o veredicto é: falhanço. A Vodafone cobrou pelo avisou. É claro que isto poderá estar dependente do tarifário usado, mas de qualquer forma, o objectivo era que fosse grátis. Claro que poderiam dizer que melhor do que grátis seria se fosse de borla, contudo, já me contentaria se fosse grátis...
Mas de qualquer forma ainda não desisti, nos próximos tempos tentarei o mesmo processo com a TMN a ver se esta é mais simpática, pode ser que desta vez seja, de facto, de borla!
Mantenham-se atentos para novidades quanto a esta experiência.

Como nota final, hoje, o meu já referido colega Ângelo faz anos, como tal não poderia deixar de lhe desejar os parabéns!

O PIOR site de sempre

É frequente, ao navegar na internet, que nos cruzemos com páginas verdadeiramente más, mal desenhadas. Má escolha de cores, maus contrastes, excesso de animações na página, navegação deficiente. Não faltam escolhas quando se quer desenhar uma má página.

Ora hoje, vi uma página que não era má, era péssima. Pensava que já tinha visto o pior que a mente humana seria capaz de produzir na internet, mas mais uma vez a espécie humana pregou-me uma rasteira. Posso afirmar que este site de propaganda evangélica rasca é o pior site que já vi na minha vida.
Atenção! Cuidado ao abrirem que pode provocar efeitos nocivos à vossa saúde. Já viram? Ooops, parece que o aviso surgiu tarde de mais.

Será este design do site uma forma disfarçada de lavagem cerebral para conversão dos crentes?
Ou uma forma subtil de atordoar as pessoas e de lhes induzir enxaquecas?
O meu provável é que, tal como afirmou um amigo meu, "este site leva as pessoas a vomitar em todo o monitor" do enjoo provocado.

Se quiser começar a desenhar páginas web, aqui tem um óptimo exemplo. Exemplo de como as coisas não devem ser feitas!

segunda-feira, setembro 25, 2006

Porquê o termo "cookie"?

Hoje voltou a atacar-me uma pergunta que já é recorrente e que influcência a minha navegação na internet. Porquê é que os "cookie"s se chamam "cookie"? (perdoem-me pela redundância)

Os cookies são pequenos excertos de texto enviados pelos servidores HTTP aos browsers, os quais são enviados de volta ao servidor cada vez que se volta a aceder ao servidor. Os cookies são frequentemente utilizados para efectuar autenticações, manter dados do utilizador como preferências, ou para rastrear a navegação do utilizador.

Mas perturba-me o facto de, a esse pedaço de informação, lhe darem o nome de bolo (ou biscoito), que é o significado de cookie em inglês. Qual é o motivo para o uso de este termo?
Do que pude averiguar, os cookies usados na web foram-se inspirar nos magic cookies, um termo muito usado na computação no mundo UNIX. Os magic cookies são tipicamente marcadores ou pequenos pacote de dados trocados entre programas, os quais não são interpretados nem têm sentido para o programa que os recebe, só se limita a entregá-los de volta ao outro processo quando pedido.
Este processo é um pouco como os guarda-roupas nas discotecas, entregamos o nosso casaco, devolvem-nos um pequeno marcador numerado. Quando devolvemos o marcador, é-nos devolvido o nosso casaco. O número no marcador é-nos indiferente, só nos interessa o facto que ao entregá-lo conseguimos reaver o casaco.

Apesar do que descobri, a pergunta persiste... Porquê o termo "cookie" ?!

quinta-feira, setembro 21, 2006

Writely acessível a todos

Após ontem ter recebido um mail da equipa do Writely a avisar que brevemente o Writely iria estar acessível a todos os utilizadores com conta de GMail, hoje constatei que isto já era uma realidade.

O Writely é um óptimo processador de texto, ao género do MS Word e OpenOffice Writer, a diferença é que o Writely funciona no seu browser (de momento Firefox, Mozilla Suite, Sea Monkey e Internet Explorer).
Apesar de lhe faltar um bom número de opções que encontramos no MS Word ou no OO Writer, o Writely tem os seus argumentos que justificam a sua utilização.
Com o Writely, é possível exportar os ficheiros para o formato MS Word, OpenDocument, PDF, entre outros. É possível várias pessoas trabalharem no mesmo documento e compararem alterações feitas no documento ao longo do tempo e pelos diversos utilizadores.
Mas a grande vantagem é o facto de não ser necessário instalar software no computador no qual se trabalha, e não ser preciso gravar cópias visto que o documento está, em cada momento, guardado no servidor. Quer continuar em casa o relatório que começou a escrever na escola ou no trabalho? Fácil, escreva no Writely e, quando chegar a casa, continue a escrever no ponto em que ficou.
Então e "crashes" no browser? Nada de preocupante visto que o Writely vai gravando periodicamente o que vai escrevendo para que não perca nada do trabalho.

Para quem não precisar de todas as mariquices do Word, ou para quem não se quer dar ao trabalho de instalar um processador de texto, esta é uma forma cómoda de se escreverem documentos de baixa ou média complexidade.

Após a Google ter adequirido o Writely e de ter criado o Google Spreadsheat, só lhe falta um programa online equivalente ao MS PowerPoint para ter um conjunto de ferramantas para rivalizarem com o MS Office. Quem sabe se essa ferramenta não será a próxima a ser divulgada.

terça-feira, setembro 19, 2006

Dr.'s e Engenheiros

Hoje escrevi o meu primeiro post no blog Dr.'s e Engenheiros, um post intitulado Receita de uma pós-licienciatura que explica, um pouco por entrelinhas, no que vai consistir o meu próximo ano.

O blog Dr.'s e Engenheiros é um blog, tal como o sub-título indica, dedicado ao relato d' "As aventuras e desventuras de um conjunto de informáticos após a conclusão do curso". Este blog criado por colegas meus, recebe a contribuição de um grupo maior de colegas. E como qualquer um pode lá escrever as irracionalidades que lhe apetecer, cá estou eu a aproveitar essa dádiva e a manter essa ligação com pessoas com quem percorri durante 4 anos os mesmo corredores da FCUL, com quem me sentei nas mesmas salas, com quem passei noitadas a programar, e de quem fui ajudado e ajudei.
Por isso, não deixem de espreitar que pelo menos algo de cómico há de lá surgir.

(Para os mais desatentos, o link para este blog foi recentemente adicionado na secção: Blogismos)

domingo, setembro 17, 2006

A incompetência tecnológica do jornal "Metro"

Já se tornou um ritual para muita gente, de manhã, o gesto de ir buscar um jornal "Metro" à saída do metro, do comboio, etc.
Para os mais desatentos, o jornal "Metro" é um dos 2 jornais grátis com mais leitores (o outro sendo o jornal "Destak"), e sendo grátis e distribuído em locais estratégicos torna-se evidente que as pessoas o procurem para se entreterem durante os "tempos mortos" nos transportes.

Ora se não podemos estar à espera da mesma qualidade de notícias como num jornal Público ou Diário de Notícias, a verdade é que, para uma pessoa interessada em tecnologias ,e com uma licienciatura recente em informática, as notícias sobre tecnologias nesse jornal são uma autêntica barbaridade. Incompletas, parciais, imprecisas. Enfim, o normal na maioria do jornalismo nacional sobre tecnologia.
A culpa não é directamente do jornal, visto que esta secção está a cargo de uma equipa de supostos profissionais na área, a equipa do Máquina de Escrever.
Ora aqui fica uma breve apresentação, que até seria capaz de convencer os mais incrédulos:

"A Máquina de Escrever é composta por jornalistas especializados nas áreas dos videojogos, tecnologias e entretenimento. Formamos uma equipa redactorial experiente que tem sido responsável durante vários anos pela produção de conteúdos de referência no sector. Ao longo do nosso percurso profissional, adquirimos a capacidade e a sensibilidade necessárias para adequar os temas da nossa especialidade aos mais variados tipos de públicos."

Dito isso, e depois de tanto retalhar a casaca sem aparente fundamento, vou justificar o motivo de todos os meus protestos.
A notícia que me levou a escrever este protesto foi a notícia de segunda feira com o título "Podcasting, a última moda". Ora começa mesmo bem, onde é que eles andaram a hibernar? Desde quando podcasting é a ultima moda? Os podcasts já ultrapassaram a época de serem moda, actualmente já fazem parte do modo de vida digital de muita gente, mas já explico essa parte num instante.
Eles até começaram a explicar bem, que os podcasts são ficheiros de música (tipicamente em mp3) que são distribuídos pela internet e que muitas vezes estão preparados como se fossem rádios online, só que, ao contrário dessas, descarregamos a emissão para o computador. Continuam, falando de alguns sítios no qual podemos encontrar e subscrever a podcasts, contudo esqueceram-se de um dos mais importantes, o iTunes.
A partir deste momento, o rigor relativo da notícia desaparece.
"Alguns leitores digitais multimédia começam também a incorporar funcionalidades que permitem aceder ao podcasting"
esta frase da a entender que só recentemente é que os leitores de mp3 é que têm vindo a suportar os podcasts, mas reparem bem no nome, Pod + Cast, ou seja, iPod + Broadcast (que inglês significa emissão/difusão, e.g. rádios). O podcasting surgiu com o iPod, o qual não se pode dissociar de esses famosos leitores de mp3. Se outros só agora começam a suportar já é outra história, mas visto que este fenómenos nasceu com o leitor de mp3 mais famoso do mundo, o iPod, esta afirmação é no mínimo, imprecisa.
Uma pessoa poderá eventualmente amenizar as coisas dizendo, "enfim, pode ter nascido com o iPod, mas sendo algo recente, pode ser normal o engano".
Ora aqui surge outro erro crasso da parte deles. Afirmam que,
"A Apple lançou recentemente uma actualização grátis para o programa iTunes..."
mas se por recente considerarem o outono de há 2 anos atrás, então sim é recente.
O suporte para Podcast em iTunes apareceu com a versão 4.9 do programa. Na semana passada, foi lançada a versão 7.0. Mais, o podcasting já existia antes do seu suporte no iTunes, através do uso de outros programas, mas foi só com a sua inclusão no iTunes que o seu uso se generalizou. Nesse momento é que surgiu a febre, não agora. Eu, em particular, já ouço podcasts há 2 anos, e se bem que em Portugal as coisas demoram a chegar, o podcasting já é usado com alguma extensão há já algum tempo.

É triste ver que pessoas que se consideram profissionais, e que são pagas, descrevam notícias tão falaciosas. Não sei se eles têm a noção das mentiras que escrevem ou será pura incompetência, mas só apetece dizer: "Man, acorda para a vida! Nem os ursos hibernam 2 anos!".

Preparem-se para mais posts do género porque este não foi a primeira vez que encontrei notícias deles imparciais, incompletas ou imprecisas, e garanto-vos que se irão repetir! "Stay iTuned"...

quinta-feira, setembro 14, 2006

Descontos "incríveis" na Amazon

Ontem, passeando pela Amazon, como raramente faço, à procura de livros que pudessem ser úteis para as minhas ocupações de informático, cruzei-me com um desconto verdadeiramente incrível.
A Amazon estava a vender o livro "Open Source Messaging Application Development: Building and Extending Gaim (Expert's Voice in Open Source" ao preço de $39,98 mostrando o anterior preço que era de $39,99, ou seja, 1 cêntimo de desconto.
Com um desconto desses, julgo que vou aproveitar esta oportunidade única e comprar o livro.
Se não acreditam, ora vejam (e cliquem) o screenshot que tirei:




Falando com um pouco mais de seriedade, é evidente que este desconto é absurdo do princípio ao fim e levanta a questão de: como é que os descontos são de facto processados dentro da Amazon e, quantos mais descontos deste género é q existem.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Pesquisar na web VI-style

Hoje em dia, grande parte da vida online centra-se à volta da pesquisa. Uma pesquisa no Google aqui, uma pesquisa no Google ali.

Para minha felicidade, tropecei num motor de busca extremamente baseado no VI, o visearch (duh!). Para os desconhecedores, o VI é um excelente editor de texto que funciona na linha de comandos e que leva o uso do teclado ao nível supremo, editar vários ficheiros, copiar, colar, alterar com expressões regulares são só algumas das coisas que este editor permite fazer sem nunca se largar o teclado e sem serem necessários malabarismos de atalhos; faz tudo o que o seu editor de texto faz, e mais um par de botas (mas isto é conversar para outra altura).

Este motor de busca, que foi criado inicialmente como brincadeira, pretende permitir que se pesquise e que se navegue pelos resultados usando somente o teclado. Para os utilizadores de VI, a boa notícia é que eles usam os mesmos comandos para a navegação dos resultados.
Como extra, é possível apagar os resultados que não nos interessam (comando 'dd'), inserir comentários (comando 'i'), gravar os resultados das pesquisas (comando ':w'), etc, sempre VI-style.

Para os mais cépticos, qual é o interesse de se ter um motor de busca que dê para ser controlado totalmente a partir do teclado?
Primeiro: escolha! Uma pessoa não tem que ser forçada a usar o teclado para navegar só porque a maioria o faz.
Segundo e mais importante: porque o uso do teclado, em mãos experientes, é infinitamente superior ao uso do rato. É como que comparar a condução com mudanças automáticas ou manuais. As mudanças automáticas são mais cómodas e confortáveis, não exigem tanto esforço da parte do condutor. Já as mudanças manuais permitem tirar melhor partido do carro, maior controlo e maior desempenho.
E convém dizer, tem mais estilo conduzir com mudanças manuais/usar só o teclado ;)